Antes mesmo da perspetiva de obrigatoriedade no cumprimento regulatório, porque parece que essa tarda em chegar, as empresas devem olhar para a sustentabilidade como uma fonte de competitividade, confiança e criação de valor a longo prazo. Refere Pedro Mesquita Gomes, Chief Sustainability Officer da Ecoinside.
A entrada em 2026 é uma oportunidade para se refletir a forma como a sustentabilidade, com maior ou menor taxa de aceitação e implementação, é determinante na resiliência, competitividade e credibilidade num mercado cada vez mais exigente e transparente. Com a evolução natural do contexto empresarial e social vão surgindo temas emergentes que marcam determinado ano civil.
Existem atualmente temas emergentes globais que direta ou indiretamente afetam o contexto empresarial e o desenvolvimento das atividades, como é o caso dos eventos climáticos extremos, dos conflitos armados, dos ciberataques, entre outros.
Os temas emergentes, sejam eles em maior ou menor escala, determinam um conjunto de tendências, onde a sua análise se transforma numa ferramenta estratégica que qualquer empresa deve realizar, com especial destaque para o contexto das suas atividades e para a sustentabilidade, uma vez que é um fator determinante no seu desenvolvimento.
O Departamento de Sustentabilidade da Ecoinside realizou o exercício de analisar criticamente os acontecimentos dos últimos anos, as estratégias, financiamentos e regulamentos previstos para execução a curto prazo e ainda documentos importantes nestas matérias, como é o caso do Relatório de Riscos Globais de 2025 do Fórum Económico Mundial, com especial foco nos riscos globais identificados atualmente e a sua evolução nos próximos dois anos.
Este exercício resultou na definição das tendências para 2026, entendidas como temas de carácter transversal, com aplicação específica às dimensões ambiental, agrícola, social e de gestão.
1 – Inteligência Artificial
A Inteligência Artificial (IA) tornou-se um dos principais motores de transformação das empresas, influenciando profundamente a forma como estas definem as estratégias, organizam operações e criam valor económico e social. Nos últimos anos a adoção da IA deixou de ser apenas uma questão tecnológica e passou a assumir um papel central na concretização de objetivos de sustentabilidade e crescimento empresarial.
As empresas têm utilizado a IA para automatizar processos, analisar grandes volumes de dados, apoiar a tomada de decisões e melhorar a eficiência operacional.
A relação entre a IA e a sustentabilidade pode ser analisada a partir de duas perspetivas complementares. Uma é a da “IA para a sustentabilidade” e a outra é a da “IA sustentável”. A primeira é a perspetiva na qual a tecnologia é aplicada para reduzir impactes ambientais, otimizar o uso de recursos, melhorar cadeias de abastecimento, reduzir emissões e apoiar soluções sociais como a saúde, a inclusão e a segurança no trabalho. Já a segunda perspetiva foca-se em garantir que os próprios sistemas de IA sejam desenvolvidos e utilizados de forma responsável, minimizando o consumo energético e assegurando práticas éticas e transparentes.
Giordino et. al (2025) afirma ainda que um maior foco organizacional está positivamente associado ao desempenho ambiental e social das empresas, sendo responsável por melhores classificações ESG. Deste modo a IA pode contribuir de forma concreta para o avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.
Um estudo realizado por MCKinsey (2025) afirma ainda que o uso de inteligência artificial ainda não tem um impacte financeiro relevante e mensurável, analisado através do EBIT (resultado operacional antes dos juros e impostos), na maioria das empresas. Apenas 39% das empresas inquiridas reconhecem algum impacte da IA no EBIT, apesar de reduzido, representando menos de 5% do EBIT total. No entanto, o estudo também defende que os benefícios da utilização da inteligência artificial manifestam-se sobretudo de forma qualitativa e não como ganhos financeiros. A IA tem impulsionado a inovação ao desenvolver novos produtos, serviços ou formas de trabalho, tem melhorado a satisfação dos clientes através de respostas mais rápidas e de um serviço melhor ou mais personalizado e tem reforçado a diferenciação competitiva ao permitir que as empresas se destaquem face aos concorrentes.
Apesar dos benefícios e do potencial, a adoção da IA também apresenta desafios relevantes. O elevado consumo energético, a necessidade de investimento em competências humanas e o impacte no emprego exigem uma abordagem responsável.
Tanto Zechiel et. al (2024) como Giordino et. al (2025) demonstram que a IA, quando integrada de forma estratégica, pode simultaneamente impulsionar o crescimento das empresas e reforçar o seu contributo para a sustentabilidade ambiental e social. Mais do que uma ferramenta tecnológica, a IA assume atualmente um papel estruturante na construção de modelos de negócio mais eficientes, responsáveis e orientados para o futuro. O desafio para as empresas consiste em alinhar inovação, desempenho económico e sustentabilidade, de modo a garantir que a IA cria valor não apenas para a organização, mas também para a sociedade como um todo.
Estes desenvolvimentos refletem uma mudança para além dos projetos-piloto de IA, com as organizações a expandir soluções que demonstrem impacte real nos objetivos de sustentabilidade e nos resultados económicos. A tendência de 2026 e para o futuro é que o foco passe de simplesmente “adotar IA” para capturar valor mensurável, incluindo a redução de resíduos, consumo energético mais eficiente e melhor gestão de recursos, tanto para cumprir metas internas como para responder a expectativas externas de investidores e reguladores.
2 – Expectativas das partes interessadas
O contexto regulatório europeu, direcionado à sustentabilidade, tem sido uma montanha-russa de aprovações e prorrogações desde que a União Europeia lançou o Pacto Ecológico Europeu, em 2019.
As recentes atualizações, com a aprovação do Pacote Omnibus, introduziram reduções significativas nos âmbitos das normas Corporate Sustainability Reporting Directive (CSRD) e Corporate Sustainability Due Diligence Directive (CSDDD), excluindo um número relevante de empresas das obrigações formais de reporte e devida diligência.
Apesar desta constante instabilidade, que tem sem dúvida uma grande influência nos avanços e recuos das empresas no investimento na sustentabilidade, é crucial reforçar que a diminuição das exigências regulatórias não implica uma redução das expectativas das partes interessadas, pelo contrário, estas continuam a aumentar.
Cada vez mais, pela forma como as cadeias de valor estão articuladas, é expectável que os clientes privilegiem fornecedores que contribuam para uma cadeia de valor mais responsável; os consumidores irão procurar marcas e produtos alinhados com fortes valores de responsabilidade ambiental e social; e os investidores vão apostar em negócios resilientes e preparados para responder aos desafios de um mercado em constante transformação.
Antes mesmo da perspetiva de obrigatoriedade no cumprimento regulatório, porque parece que essa tarda em chegar, as empresas devem olhar para a sustentabilidade como uma fonte de competitividade, confiança e criação de valor a longo prazo.
É expectável que em 2026 os temas sustentabilidade e ESG sejam tópico permanente e mais relevante nas interações comerciais entre os diferentes players de uma cadeia de valor. Isto significa maior escrutínio, maior transparência e foco na “prestação de contas”.
3 – Valorização dos colaboradores
O ano de 2026 promete ser um ano decisivo para a integração da sustentabilidade social nas empresas. O desenvolvimento equilibrado e sustentável de uma empresa depende, cada vez mais, de pessoas motivadas e alinhadas com a estratégia de negócio, confiança que se constrói com boas condições de trabalho, bem-estar, propósito e valorização.
A expectativa é que as empresas reforcem o foco nos seus colaboradores e promovam ambientes de trabalho seguros, flexíveis e inclusivos, com maior atenção ao bem-estar mental e físico e à conciliação com a vida profissional e pessoal.
Hoje, a escolha de um futuro posto de trabalho é fortemente influenciada pelo propósito das organizações, pela sua cultura e pelo impacte positivo que geram nos colaboradores e na sociedade. Neste contexto, torna-se essencial que as empresas integrem objetivos sociais e ambientais claros nas suas estratégias, reorganização que irá contribuir para o reforço da imagem corporativa e consequente atração e retenção de talento, nomeadamente entre a Geração Z, da qual 86% considera essencial trabalhar em organizações responsáveis e com missão clara.
Mais do que lucro e crescimento económico, o sucesso empresarial será definido pela forma como as empresas valorizam as suas equipas e criam modelos de negócios inclusivos e resilientes.
4 – Biodiversidade
O 2024 Living Planet Report da WWF revela um declínio equivalente a 73% nas populações de vida selvagem desde 1970, dados que evidenciam a dimensão e a urgência da crise da biodiversidade. A crescente degradação ambiental representa também um risco significativo para o tecido empresarial e crescimento económico global, uma vez que mais de metade do PIB mundial – 44 biliões de dólares – depende da natureza e dos serviços de ecossistemas. À medida que os impactes associados à perda de biodiversidade intensificam, agravam-se os riscos operacionais e reputacionais para as empresas, afetando o seu desempenho e contribuindo para o aumento de custos e exposição a riscos.
Em 2026, espera-se que as empresas assumam um papel cada vez mais ativo na resposta a este desafio, reconhecendo o impacte positivo que podem gerar quando integrarem a biodiversidade nas suas estratégias e tomadas de decisão.
Ao longo do último ano, surgiram novas ferramentas e frameworks que apoiam as empresas na medição dos seus impactes e dependências da natureza, bem como na avaliação de oportunidades de criação de valor e reforço da confiança junto das partes interessadas.
Em destaque:
– A Organização Internacional de Normalização (ISO) lançou a primeira norma internacional dedicada a auxiliar as organizações a compreenderem como impactam e dependem da natureza e de que forma podem integrar a biodiversidade nas suas estratégias centrais. A ISO 17298:2025 (Biodiversidade na Estratégia e nas Operações) promete ser uma ferramenta prática e útil de identificação de oportunidades para o crescimento verde, desenvolvimento de planos de ação para a biodiversidade, confiança dos investidores e acesso a novas oportunidades de mercado;
– O International Sustainability Standards Board (ISSB) anunciou o início do desenvolvimento de normas de divulgação de riscos e oportunidades relacionados com a natureza, respondendo às necessidades identificadas pelos investidores por informação comparável e consistente nesta matéria. O objetivo é apresentar um projeto de exposição de requisitos de divulgação até à Convenção sobre a Diversidade Biológica (COP17), a decorrer em outubro de 2026.
Esta evolução regulamentar irá contribuir para uma abordagem mais estruturada, informada e integrada da biodiversidade, acelerando a adoção de medidas regenerativas e a contribuição para a restauração da natureza por parte das empresas.
5 – Mercado Voluntário de Carbono
O Mercado Voluntário de Carbono é um mecanismo que permite a compra e venda voluntária de créditos de carbono, com o objetivo de financiar projetos que reduzam ou removam emissões de gases com efeito de estufa, gerando simultaneamente benefícios ambientais e territoriais. Destina-se a organizações e indivíduos que pretendam compensar voluntariamente emissões ou contribuir ativamente para a ação climática.
Estes projetos podem abranger sectores como agricultura, florestas, uso do solo, energia, resíduos ou indústria, podendo os créditos ser emitidos após verificação efetiva ou, em alguns casos, como créditos futuros.
Em Portugal, o Mercado Voluntário de Carbono iniciou-se no final de 2025, com a aprovação da primeira metodologia, “Novas Florestações em Portugal”, dedicada exclusivamente a projetos de sequestro de carbono através da criação de novas áreas florestais em terrenos anteriormente sem cobertura arbórea, como solos agrícolas, pastagens ou matos. Os projetos devem cumprir critérios técnicos e legais específicos, incluindo a alteração do uso do solo e a utilização de espécies dos grupos I e II dos Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF), podendo ser promovidos individualmente ou em conjunto.
Esta metodologia representa um passo decisivo na operacionalização do mercado em Portugal, permitindo a emissão de créditos de carbono associados a novas florestações e a mobilização de investimento para a mitigação das alterações climáticas e a valorização dos serviços dos ecossistemas.
Este paradigma faz com que 2026 seja o ano em que o Mercado Voluntário de Carbono se assume como um apoio estratégico às empresas na transição climática, um instrumento de financiamento e ainda uma oportunidade económica de maior relevância para o setor agrícola e florestal.
6 – Avaliação Ambiental dos Produtos
À medida que as empresas e os mercados globais aceleram a transição para modelos de produção e consumo mais sustentáveis, as suas estratégias de sustentabilidade para 2026 passam principalmente pela integração de instrumentos como a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), Declarações Ambientais de Produto (DAP) ou o Passaporte Digital de Produto (PDP), assentes em normas ambientais de produto como é como caso da Ecodesign for Sustainable Products Regulation (ESPR) ou da Energy Performance of Buildings Directive (EPBD). Estas estratégias representam uma transformação integrada no modo em como os produtos e edifícios são concebidos, avaliados e regulados.
A ACV é uma metodologia completa e científica para quantificar os impactes ambientais de um produto, processo ou serviço ao longo de todo o seu ciclo de vida, ou seja, desde a extração das matérias-primas, passando pela produção, transporte, uso até à sua disposição final. Esta abordagem denomina-se “do berço ao túmulo” (cradle to grave) e permite identificar onde residem os principais impactes ambientais e suportar as tomadas de decisões de design, compra e regulação que sejam ambientalmente e economicamente eficazes. Para além disto, a ACV tem vindo a ser integrado em normas internacionais como as ISO 14040 e 14044 e é fundamental para a elaboração de DAP. Estas declarações fornecem informação comparável sobre a performance ambiental de produtos e são cada vez mais utilizadas em estratégias de comunicação sustentável e para o cumprimento de requisitos regulamentares e critérios de contratação pública sustentável.
Segundo um estudo realizado pela comissão europeia, a ACV irá continuar a ganhar importância em 2026 como sendo a principal metodologia para quantificar os impactes ambientais ao longo de todo o ciclo de vida de produtos e serviços. Para o setor da construção tornar-se-á ainda mais relevante com a EPBD e os seus requisitos para cálculo e divulgação do potencial de aquecimento global ao longo de toda a vida útil dos edifícios.
O PDP é uma inovação da União Europeia que faz parte do Pacto Ecológico Europeu e do Plano de Ação para a Economia Circular (CEAP 2020) e visa disponibilizar informações estruturadas e verificáveis sobre cada produto colocado no mercado. Trata-se de um documento digital com informação que contém um conjunto de dados essenciais e atualizados, sobre um produto e que é facilmente acedido através de um identificador único (normalmente um código QR). O PDP estende-se ao longo de todo o ciclo de vida, incluindo transporte, utilização, reparação, recondicionamento, reciclagem e descarte final de forma a aumentar a capacidade de rastrear materiais, facilitar reparações, promover a reutilização de componentes e produtos e melhorar a eficiência dos processos de reciclagem.
Está previsto que em 2026 seja lançado um registo digital central que servirá como infraestrutura principal para armazenar e aceder aos dados dos passaportes e que se comecem a aplicar os primeiros requisitos obrigatórios para os grupos de produtos prioritários como são exemplos as baterias, têxteis, vestuário e o aço por serem setores com maior impacte ambiental. A partir de 2027 estima-se que já seja obrigatório no mercado a existência de passaportes digitais para os produtos dos setores anteriormente referidos.
A ESPR representa uma evolução significativa na forma como os produtos colocados no mercado da UE são regulados ambientalmente. É uma estrutura legislativa que estabelece requisitos de ecodesign para quase todos os produtos físicos no mercado europeu, estabelecendo critérios de eficiência de recursos, durabilidade, reparabilidade e é também responsável pela necessidade da utilização de passaporte digital de produto.
Este quadro prevê também a proibição da destruição de bens não vendidos, medidas de transparência reforçadas e integração de requisitos ambientais nos critérios de aquisição pública.
Em 2026, várias disposições importantes deste quadro passarão a ser aplicáveis, nomeadamente a obrigatoriedade de indicar o Potencial de Aquecimento Global (GWP) e outros indicadores de ACV em produtos (especialmente no setor da construção), impulsionando a transparência ambiental desde o design e a introdução de requisitos harmonizados para PDP, com preparação de empresas e adoção dos primeiros passaportes digitais em vários setores.
A EPBD está a ser revista para incluir a obrigatoriedade de calcular e divulgar o potencial de aquecimento global ao longo de todo o ciclo de vida dos edifícios, integrando dados que reflitam tanto emissões operacionais como as incorporadas nos materiais e processos construtivos. A partir de 2028 grandes edifícios serão obrigados a reportar estes dados nos seus certificados de desempenho energético e a partir de 2030 estas exigências serão estendidas a todas as construções. Esta diretiva irá impulsionar as empresas, projetistas e fabricantes a integrar metodologias como a Avaliação de Ciclo de Vida nas fases iniciais do projeto e seleção de materiais, que por sua vez promovem o uso de soluções construtivas de baixo carbono, reutilização e armazenamento de carbono em materiais e contribuem para a redução das emissões globais do ciclo de vida das construções.
7 – Agrovoltaico
O European Green Deal, lançado em 2019, definiu a estratégia da União Europeia para reduzir de forma estrutural a dependência de combustíveis fósseis e acelerar a transição para energias renováveis, com o objetivo de alcançar a neutralidade carbónica em 2050. Para 2030, foi estabelecida a meta de redução das emissões em 55% face a 1990. Em reforço deste compromisso, a European Climate Law, aprovada em 2025, introduziu a obrigação de atingir uma redução de 90% das emissões até 2040, como etapa intermédia para a neutralidade climática.
Neste contexto, os agrovoltaicos assumem-se como uma solução estratégica, ao combinarem produção agrícola e geração de energia elétrica no mesmo solo, permitindo aumentar a eficiência do uso do território até 90%. Perante o agravamento das alterações climáticas e a maior frequência de fenómenos extremos, estes sistemas contribuem para a mitigação de riscos agrícolas, reforçando a resiliência das culturas e reduzindo as necessidades hídricas através da diminuição da evapotranspiração. Em simultâneo, geram benefícios económicos relevantes, ao permitir aos produtores aumentar e diversificar os rendimentos das explorações, promovendo maior estabilidade financeira.
Os sistemas agrovoltaicos têm vindo a ser testados em vários países europeus, existindo já legislação específica em países como a Alemanha, França, Itália e os Países Baixos. Alinhado com esta tendência, Portugal disponibilizou 15 milhões de euros para eficiência energética e energias renováveis na agricultura, através do Fundo Ambiental, com execução a cargo do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP), permitindo a instalação destes sistemas com financiamento até 100%. Este financiamento faz com que os sistemas agrovoltaicos sejam um dos focos na atividade económica em 2026, com especial destaque para entidades agrícolas e entidades a trabalhar o setor da energia.
Pedro Mesquita Gomes, Sara Costa, Afonso Couto e Bruno Paulo
Departamento de Sustentabilidade
Fonte:
Jornal PT Green